Nós vivemos as nossas vidas em compartimentos sociais: a empresa, o partido, o clube...uma lista infindável de organizações com as suas próprias regras, por vezes, completamente antagónicas com o nosso estado de natureza. Somos forçados a competir com estranhos e rivais obtusos, pessoas que não temos qualquer tipo de ligação, sem a menor hipótese de um entendimento baseado num compromisso ou reconhecimento mútuo. Isto leva ao confronto com a estranheza e o absurdo, somos agentes num jogo onde as regras são inter-subjectivas. Ou seja, nem dependem de critérios objectivos, nem dependem das nossas preferências ou inclinações pessoais - subjectivas.
Isto origina elementos estranhos, que vão desde adversários inverosímeis ao diluir de amizades reais. Enfrentar esta amalgama é um pouco como lidar com o vento ou a força das ondas do mar, ou criamos turbinas eólicas onde rotativas criam energia para nosso proveito, ou somos levados pela força da intempérie. No caso do mar, ou as ondas produzem erosão, ou uma prancha conduz-nos ao prazer inebriante de surfar. Ainda no outro dia, disseram-me que não podemos fazer opções sem o reverso da medalha. A ideia é interessante, todavia qual será o beneficio disto tudo se por detrás de um reverso da medalha, está outro reverso pior ou igual?
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