quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dare to be a Daniel

Standing by a purpose true,
Heeding God’s command,
Honor them, the faithful few!
All hail to Daniel’s band!

Refrain
Dare to be a Daniel,
Dare to stand alone!
Dare to have a purpose firm!
Dare to make it known.

Many mighty men are lost
Daring not to stand,
Who for God had been a host
By joining Daniel’s band.

Refrain
Many giants, great and tall,
Stalking through the land,
Headlong to the earth would fall,
If met by Daniel’s band.

Refrain
Hold the Gospel banner high!
On to vict’ry grand!
Satan and his hosts defy,
And shout for Daniel’s band.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

As vantagens da segunda vez

Hoje reincidi duas leituras. 

Crime e Castigo
A primeira repetição foi o quarto capítulo da quinta parte do Crime e Castigo. É passagem em que o herói conta a Sónia o seu crime. Tive de reler esta parte porque inadvertidamente perdi a conta onde estava a ler, ou seja, isto aconteceu por acaso. Fiquei surpreendido porque na primeira leitura deixei escapar críticos pormenores. Por exemplo, não fixei o paralelo que o autor fez entre a revelação a Sónia e o momento do assassinato. Para além disto, não me lembrei da comparação feita entre a Lisaveta e Sónia. São detalhes críticos. Passaram-me ao lado. 

A segunda leitura do dia foi: The Prevention of Literature - George Orwell 

Excelente ensaio. Saber que ocorreu uma conferência para celebrar o Areopagitica de Milton, onde o autor e o seu panfleto não são mencionados é um detalhe saboroso. Outro aspecto que escapou-me foi saber que a rebelião - no mundo protestante - tinha uma ligação umbilical com a integridade intelectual. 

As vantagens das leituras reincidentes são manifestas. Há sempre algo que nos escapa. A verdadeira literatura - tal como o diabo - está nos detalhes. A satisfação da memória depende das correcções e acrescentos daquilo que fixamos. A memória é estimulada quando regressamos aos lugares onde já estivemos. A memória fica mais límpida quando obrigamos a mesma a crescer e evoluir.