Mill, no primeiro ponto do primeiro capítulo, começa por referir que o assunto "a sujeição das mulheres" é sensível e interligado a uma massa de emoções. Porque será que as mulheres devem sujeitar-se aos homens - primeiro os pais, depois os maridos - das suas vidas? Porque será que esta sujeição tornou-se institucional, ou seja, reforçada pela força legal?
Stuart Mill evoca o fim da era da razão de Deus, que é substituída pela razão dos homens, alertando que está última não passa de um mero instinto, quiçá mais perigoso que a hegemonia divina, para advogar a ideia que não existe nenhum fundamento, a não ser a força bruta, que obrigue as sociedades a assumir o formato patriarcal. Este formato impede o melhoramento das sociedades humanas, não é socialmente necessário e faz uso da força para sua preservação. Em suma, não há nenhum argumento lógico que possa sustentar este status quo.

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