Todos os filósofos são humanos.
Sócrates é um filósofo.
(Logo) Sócrates é humano.
Posso concluir que este argumento formal não acrescenta verdade ao mundo. A lógica formal parte de verdades alargadas para chegar a verdades particulares. Não deixa de ser útil por isto, aliás há processos de inovação - muito úteis - que partem do mesmo principio. Porém, resta a dúvida se o pensamento lógico pode ser sempre útil.
Vejamos o seguinte caso:
Se atirarmos uma moeda ao ar, quando esta cai no chão, a face superior tanto pode ser cara como coroa.
Para vencer a moeda ao ar, é preciso apostar na face visível quando a moeda cai no chão.
Para vencer a moeda ao ar, é preciso apostar na face visível quando a moeda cai no chão.
O Luís apostou na cara.
O Luís pode ser vencedor.
O argumento é formal e tem validade material. Todavia, se moeda estiver viciada, e a probabilidade de sair coroa é de 98%, e da cara é de 2%. O argumento continua a ter validade formal e validade material, mas não fornece uma explicação para o facto do Luís ter perdido uma fortuna em apostar na face errada.
Em política pode acontecer algo similar. Vejamos a seguinte promessa eleitoral:
Político BP:
Eu prometo criar emprego.
Agora vejamos se é válido este raciocínio:
No fim do mandato a taxa de desemprego mantém-se similar à inicial. Porém, o político BP quis construir um obelisco no centro da cidade, contratando assim trabalhadores e engenheiros para realizar a obra.
Argumento:
Construir um obelisco requer criar emprego.
Foi BP que solicitou a construção do obelisco.
Logo, BP criou emprego.
O argumento é claramente desadequado, todavia, tem validade formal e validade material - é verdadeiro. Em política, há esta tendência que desvirtua o debate e a discussão dos temas. A lógica formal aqui continua a ser infecunda, pior funciona como um logro.
Como resolver este tipo de problemas?
O Luís pode ser vencedor.
O argumento é formal e tem validade material. Todavia, se moeda estiver viciada, e a probabilidade de sair coroa é de 98%, e da cara é de 2%. O argumento continua a ter validade formal e validade material, mas não fornece uma explicação para o facto do Luís ter perdido uma fortuna em apostar na face errada.
Em política pode acontecer algo similar. Vejamos a seguinte promessa eleitoral:
Político BP:
Eu prometo criar emprego.
Agora vejamos se é válido este raciocínio:
No fim do mandato a taxa de desemprego mantém-se similar à inicial. Porém, o político BP quis construir um obelisco no centro da cidade, contratando assim trabalhadores e engenheiros para realizar a obra.
Argumento:
Construir um obelisco requer criar emprego.
Foi BP que solicitou a construção do obelisco.
Logo, BP criou emprego.
O argumento é claramente desadequado, todavia, tem validade formal e validade material - é verdadeiro. Em política, há esta tendência que desvirtua o debate e a discussão dos temas. A lógica formal aqui continua a ser infecunda, pior funciona como um logro.
Como resolver este tipo de problemas?
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